História

Com 80 anos de existência, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) passou a ter essa denominação a partir da Lei 12.378, de 31 de dezembro de 2010. Autarquia federal, dotada de personalidade jurídica de direito público, constituindo serviço público federal, o Conselho foi instituído de acordo com o Decreto Federal nº 23.569, de 11 de dezembro de 1933, mantido pelo Decreto-Lei nº 8.620, de 10 de janeiro de 1946, e pela Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966, para exercer papel institucional de primeira e segunda instâncias no âmbito de sua jurisdição. Teve sua organização regulamentada, primeiramente, pela Resolução nº 2, de 23 de abril de 1934, com a denominação de 5ª Região, compreendendo os estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Distrito Federal, com sede no Distrito Federal, e a composição inicial com dez membros.

O primeiro Conselho da 5ª Região foi instalado em 5 de junho de 1934, com a seguinte composição:

Presidente
Eng. Civil Dulphe Pinheiro Machado

Vice-Presidente
Eng. Civil João Gonçalves Pereira Lima

Secretário
Eng. Arquiteto Fernando Nerêo de Sampaio

Tesoureiro
Eng. Arquiteto Salvador Duque Estada Batalha

Membros
Eng. Arquiteto Afonso Eduardo Reidy
Eng. Civil Antonio Hersch Marcolino Fragoso
Eng. Civil Dulcídio de Almeida Pereira
Eng. Civil Jeronymo Monteiro Filho
Eng. Civil Maurício Joppert da Silva
Eng. Civil Ruy Maurício de Lima e Silva.

A sede do Conselho da 5ª Região foi alterada para a cidade do Rio de Janeiro, através da Resolução nº 87, de 22 de maio de 1953. Com o advento das Leis nº 3.751, de 13 de abril de 1960, e nº 3.752, de 14 de abril de 1960, que transferiu a sede da capital para Brasília – Distrito Federal, novamente a jurisdição da 5ª Região foi alterada por intermédio da Resolução nº 126, de 25 de abril de 1960, para os estados da Guanabara, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Por fim, em 10 de novembro de 1964, com a Resolução nº 142, o Estado do Rio de Janeiro foi desmembrado da jurisdição do Conselho da 5ª Região, passando a instituir-se provisoriamente o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura da 13ª Região, com sede em Niterói, o que foi confirmado definitivamente pela Resolução nº 153, de 28 de dezembro de 1966.

Em conseqüência da fusão dos Estados do Rio de Janeiro e da Guanabara, face à Lei Complementar nº 20, de 1º de julho de 1974, através da Resolução nº 226, de 21 de fevereiro de 1975, os Conselhos da 5ª e 13ª Região perderam suas áreas de jurisdição e, por isso, extinguiram-se, passando a denominar-se Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia da 21ª Região, com sede na cidade do Rio de Janeiro e jurisdição no novo Estado do Rio de Janeiro.

Em decorrência da Resolução nº 236, de 15 de novembro de 1975, o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia da 21ª Região voltou a denominar-se Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia da 5ª Região.

Por fim, através da Resolução nº 251, de 16 de dezembro de 1977, o Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia – Confea, decidiu que os Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, a partir daquela data, seriam designados com o nome da unidade da federação onde tivessem sua sede, com a designação gráfica Crea-UF.

Linha do Tempo - Relação de Presidentes Crea-RJ

Dulphe Pinheiro Machado – Mandato: 1934/1936

Paulista, nascido em 1885, o engenheiro civil Dulphe Pinheiro Machado foi o primeiro presidente do Crea. Exerceu o seu mandato marcando o início da história do Conselho, em 1934. Em 20 de julho de 1936, renunciou. O currículo do engenheiro é vasto. Em 1914, no final do governo do presidente Venceslau Brás, comandou o Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio, numa tentativa de introduzir medidas para a resolução de problemas como a marginalidade infantil e evitar a repetição de conflitos como os de Canudos, na Bahia. Durante seu mandato no Crea, através dos Decretos Federais 23.196 e 23.569, regularizou as profissões de agrônomo, engenheiro, arquiteto e agrimensor. O Decreto inovou, também, por criar o conjunto de pessoas jurídicas de direito público responsável pela verificação e fiscalização de seus exercícios: os Conselhos Federal e Regionais.

Othon Soares – Mandato: 1936

O segundo presidente do Crea, engenheiro eletricista e civil Othon Soares, foi eleito na 74ª Sessão, de 23 de agosto de 1936, para ocupar o cargo de presidente, em virtude da renúncia do engenheiro Dulphe Pinheiro Machado em julho de 1936. Seu mandato terminou no final do mesmo ano, sendo eleito em 1937, o engenheiro civil Adroaldo Tourino Junqueira Alves.

Adroaldo Tourinho Junqueira Ayres – Mandato: 1937/1939

Baiano, nascido em 1895, o engenheiro civil Adroaldo Tourinho Junqueira Ayres foi presidente do Crea durante os anos de 1937 até 1939. Em seu extenso currículo, ocupou cargos no Ministério da Justiça e Negócios Interiores e, no ano de 2002, foi homenageado com a Medalha do Mérito, criada em 1958, pelo Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura para homenagear os grandes nomes da Engenharia, Arquitetura e Agronomia.

Luiz Onofre Pinheiro Guedes – Mandato: 1940/54 – 1956 – 1958/1963

O presidente que sucedeu o engenheiro civil Adroaldo Junqueira Ayres contribuiu e participou de grande parte da história dos 70 anos do Crea. O engenheiro civil Luiz Onofre Pinheiro Guedes assumiu a presidência em 1940 e foi eleito sete vezes seguidas, terminando o seu mandato no ano de 1963, marcando a história do Conselho como o presidente que mais mandatos exerceu.

Carlos Prestes Cardoso – Mandato: 1964/1975 (Crea da 13ª Região)

Engenheiro civil pela Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil, Carlos Prestes Cardoso foi conselheiro regional do Crea por três mandatos, sendo dois deles sucessivos. Assumiu a presidência do Conselho no ano de 1964, finalizando seu mandato em 1975. No Conselho Federal, representou os engenheiros civis durante três mandatos. Presidente e fundador do Crea-13ª Região, o engenheiro civil teve quatro mandatos sucessivos, ocasião em que foi adquirida a então sede própria, uma residência em Niterói, hoje utilizada como Inspetoria do Crea.

Mauro Ribeiro Viegas – Mandato: 08.02.1965/31.12.1966, 1967/1969 e de 1970/1972

Marcando a história do Crea como o primeiro presidente arquiteto, Mauro Ribeiro Viegas, doutor em Arquitetura e Urbanismo, assumiu a presidência do Conselho em 1964, exercendo o seu mandato até o ano de 1972. Professor Emérito da UFRJ, já foi Diretor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade, prefeito da mesma por sete anos, vice-presidente do Conselho de Pesquisas e membro dos Conselhos Executivo e Universitário Ao se aposentar, o Conselho Universitário lhe conferiu o título de Professor Emérito da Universidade pelos relevantes serviços prestados ao ensino. Atualmente, dentre suas inúmeras atividades, Mauro Ribeiro Viegas é presidente do Conselho de Administração das Empresas Concremat, presidente do Conselho Empresarial de Recursos Hídricos da Firjan, presidente eleito do Conselho Estadual de Recursos Hídricos, membro vitalício do Conselho Diretor do Clube de Engenharia e membro do Conselho Nacional de Recursos Hídricos, eleito pelos usuários da indústria nacional.

Annibal Alves Bastos – Mandato: 1973/1975

Eleito presidente na Sessão Plenária Extraordinária de 19 de dezembro de 1972 assumiu a presidência no ano seguinte. O engenheiro industrial Annibal Alves Bastos que exerceria seu mandato até o ano de 1975, acabou o finalizando em março do mesmo ano, devido à fusão dos Estados da Guanabara e do Estado do Rio de Janeiro. Para tal ocasião, foi criada, na 4ª Sessão Ordinária do Confea, em 21 de fevereiro de 1975, a Comissão de Implantação formada pelos engenheiros agrônomos Luiz Renato Abreu Mader, arquiteto Luiz Calheiros Cruz e o engenheiro civil e eletrotécnico Inácio de Lima Ferreira.

Durval Coutinho Lobo – Mandato: 1976/1978

Após a fusão da 5ª com a 13ª região, foi criada a 21ª região, elegendo o arquiteto e urbanista Durval Coutinho Lobo, durante a Sessão Especial do Confea em 28 de maio de 1975. A formação do presidente que exerceu seu mandato no Crea entre os anos de 1976 a 1978 é vasta. Durval Coutinho Lobo é engenheiro civil, geógrafo e eletricista pela Escola Politécnica da Universidade do Rio de Janeiro, engenheiro-arquiteto pela Escola nacional de Belas Artes e Urbanista pela Faculdade Nacional de Arquitetura da Universidade do Brasil. É detentor das medalhas “D. Duarte Coelho”, Saturnino de Mérito, “Cinqüentenário dos 18 do Forte de Copacabana” e medalha do Mérito concedida pela federação Nacional de Engenheiros por quarenta anos de serviços prestados à Engenharia.

Bernardino Bruno – Mandato: 1979/1981

Eleito na Sessão Especial realizada em 11 de dezembro de 1979 o engenheiro agrônomo Bernardino Bruno fez a história dos 70 anos do Crea assumindo a presidência do Conselho até 1981.

Darcy Aleixo Derenusson – Mandato: 1982/1984

Nascido em 1916, o engenheiro civil carioca Darcy Aleixo Derenusson foi presidente do Crea de 1982 até 1984. Dentre as funções exercidas em sua vida profissional, também foi diretor do Departamento de Engenharia Civil da Universidade Gama Filho e fundador do Departamento de Engenharia Civil da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Trabalhou como Fiscal de Obras na Superintendência de Recursos e Saneamento, na construção do Aterro do Flamengo e dos Túneis Rebouças e Dois Irmãos. Recebeu os prêmios Pioneiros da Cidade concedidos pela prefeitura de Roraima, a medalha do Confea e Crea-RJ. A grande paixão do Dr. Darcy, como profissional da Engenharia, foi a construção da cidade de Boa Vista, hoje capital de Roraima.

Arciley Alves Pinheiro – Mandato: 1985/1987 e de 1994/1996

Entre os anos de 1985 e 1987, o engenheiro agrônomo Arciley Alves Pinheiro assume a presidência do Crea – eleito após consulta prévia feita com os profissionais ligados ao Conselho. Com Pós-Graduação em Sociologia Rural pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras da USP, em Economia Regional pelo Instituto de Pesquisas Econômicas da Faculdade de Economia da USP e Economia Agrária pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da USP, Arciley Alves Pinheiro já exerceu, dentre outras experiências profissionais, a de técnico, gerente e chefe de Departamento no BNDES, diretor de administração da Companhia de Transportes Sobre Trilhos do Estado do Rio de Janeiro e foi assessor da Secretaria de Articulação dos Programas Sociais do Ministério da Assistência Social. Atualmente, é conselheiro da Associação dos Funcionários do BNDES e conselheiro da Associação dos Participantes Ativos da FAPES/BNDES. O engenheiro agrônomo Arciley Alves Pinheiro é eleito novamente para a presidência do Crea no ano de 1994.

Alexandre Duarte Santos – Mandato: 1988/1990

Eleito em 4 de abril de 1988, o engenheiro civil Alexandre Duarte Santos foi presidente do Crea até o ano de 1990. Formado pela Escola Nacional de Engenharia, Universidade do Brasil, em 1967, e com mestrado em Arquitetura, também foi diretor comercial da Companhia Estadual de Gás, em 1987, e vice-diretor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ de 1983 até 1986. Alexandre Duarte Santos também é professor adjunto da UFRJ e foi o engenheiro responsável técnico da Teprem Engenharia, em 1970, onde já executou, aproximadamente, 500 serviços de engenharia no Brasil e exterior.

Alberto Caruso – Mandato: 1991/1993

O engenheiro civil Alberto Caruso assume a presidência do Conselho em 1988, logo após o mandato do engenheiro agrônomo Arciley Alves Pinheiro, e exerce o seu mandato somente por três meses. Durante este período, o Crea elegia o presidente da próxima gestão através de votação feita por profissionais. Alberto Caruso foi ex-presidente da SEAERJ, conselheiro em diversos mandatos e membro do Conselho Diretor do Clube de Engenharia. O engenheiro civil especializado em transportes, ocupou cargos de direção, tanto na vida profissional, como em suas atividades de classe. Foi quatro vezes eleito vice-presidente do Crea-RJ e exerceu vários cargos em diretoria e mandatos no Conselho. Foi presidente de ABENC-RJ e diretor-geral do departamento de administração da Secretaria de Estado de Transportes. O engenheiro civil é eleito presidente do Crea, novamente, em 1991.

José Chacon de Assis – Mandato: 1997/1999 e 2000/2002

José Chacon de Assis formou-se em Engenheiro Eletricista pela Universidade Federal Fluminense e é pós-graduado em Pesquisa Operacional e em Física. Trabalhou em diversas empresas de grande porte do país como a Companhia Siderúrgica Nacional, Centrais Elétricas do Sul do Brasil S/A, Amazônia Mineração, Alumínio Brasileiro S/A e Companhia de Cervejaria Brahma. Marcando sua participação no cenário da Engenharia do estado do Rio de Janeiro, Chacon atuou em diversas entidades profissionais, tais como AFEA – Associação Fluminense de Engenheiros e Arquitetos, é fundador e preside a FAEARJ – Federação das Associações de Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro. No Crea-RJ, foi diretor e presidente; realizou a reorganização do Crea-RJ e melhoria do atendimento aos profissionais e a sociedade, com a compra da sede da Rua Buenos Aires, integralmente paga durante o seu mandato e ampliou o número de inspetorias de 8 para 31. O Crea-RJ passou a ter um andar inteiro dedicado a seu próprio Centro Cultural, e se tornou referência nacional e internacional na questão do meio ambiente e sustentabilidade sócio ambiental, o que incluiu ações através do Movimento de Cidadania pelas Águas Brasil e de inúmeras publicações como o livro Brasil 21: uma nova ética para o desenvolvimento, publicado em quatro línguas, e o Cartaz da Cidade Sustentável.

Agostinho Guerreiro – Mandato: 2009/2011 e 2012/2014

Engenheiro Agrônomo pela UFRRJ e Mestre em Engenharia de Produção pela Coppe/UFRJ. Foi presidente do CLUBE DE ENGENHARIA.

Reynaldo Rocha Barros – Mandato: 2003/2005, 2006/2008 e 2015/2017

Reynaldo Rocha Barros, engenheiro eletricista, nascido em dezenove de janeiro de 1954, pós-graduado em Engenharia de Segurança do Trabalho, iniciou sua carreira profissional, há 30 anos, como técnico em eletrotécnica, tornando-se uma das lideranças nacionais na prevenção dos acidentes de trabalho no Brasil. Professor dos cursos de pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho da PUC, perito judicial, consultor técnico, gerenciou por dez anos a área de Segurança e Saúde do Trabalho do Metrô do Rio de Janeiro. Foi presidente da Sociedade Brasileira de Engenharia de Segurança – SOBES, onde começou como aluno. No Departamento de Ensino da SOBES, contribuiu, significativamente para a qualificação de centenas de engenheiros de segurança e médicos do trabalho. Ajudou a constituir a SOBES-RIO, que presidiu por dois mandatos. Sua militância no Sistema Confea/Crea começou em 1991, como conselheiro pelo Clube de Engenharia. Desde então, exerceu diferentes funções dentro do Sistema, entre elas a coordenação dos trabalhos de várias Comissões, a Coordenação da Câmara Especializada em Engenharia Elétrica, passando pelos cargos de 1º secretário na Diretoria e 1º vice-presidente do CREA-RJ, até chegar à presidência do Conselho, em 2003.

Luiz Cosenza – Mandato: 2018/2020

Engenheiro Eletricista, formado pela  Universidade Gama Filho (UGF) em 1975,
Formou-se em Engenharia de Segurança do Trabalho pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) em 1976.